sexta-feira, 14 de junho de 2013

Devires

Sou força pela manhã,
após a tempestade.
sou lágrimas dos anjos enfurecidos.
Fera onde não há luz
Sou a calma quando o vento chama o mar pra dançar.

Minha alma está híbrida,
em metamorfose,
atravessando o espaço e tempo sem fissuras.
Ela é uma fortaleza armada
e um perigo iminente ao destino
na maneira em que ele quer se apresentar

O que antes era um fantasma aterrador
Hoje se transforma em bom companheiro.

De que serve aquele que só vive em nostalgia?
O passado, tem sua importância,
para lembrarmos de quem nos tornamos
e não nos permitirmos sucumbir novamente.

Que saudade sinto do futuro!
daquilo que é incerto,
e que de nossas maneiras buscamos ordenar
os vindouros da vida,
e aos bons encontros que viverei.

Eu pensei,
não,
melhor,
eu penso,
eu estou pensando,
assim contemplo toda a magnitude do infinito.
Pois o tempo para mim,
é um mero ilusionista.

Eu penso e te digo,
olhe nos meu olhos.
...
Verás que ainda me resta a pureza original.
Verás toda a onipotência do resplendor do amanha,
emanando-nos vontade de viver.
Verás esperança até num brotinho nascendo meio ao concreto.
Verás o amor em essência.

Na verdade, não há palavras para descrever isso.
São elas tão desnecessárias neste momento,
pois os sentimentos estão além delas,
acima da flor da pele
da carne que treme
que sangra
transcendendo a chama.

Porque tantas rosas em meu caminho,
se ele é sozinho?
A Fênix mandou seu sinal,
ressurgir, é sua palavra.
E agora é dado a hora
de transformar toda essas cinzas
em cores vivas novamente.

Por favor,
transformem meu coração,
na morada
do caos.

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