sexta-feira, 14 de junho de 2013

Sobre a beleza (d)à alma.


Esqueça essa beleza.
Tal virtude me agride.
As pérolas que colhi,
jogarei-as fora.
O ouro que me destes,
nada me traz de serventia.
Aquele diamante, não por favor,
simboliza profundo sofrimento,
para quem conhece a sua origem.

A sua beleza não tem nome,
nem formato,
nem padrão.

Não se trata de ser a mais bela,
ou de vencer em detrimento de outra.
Vença te a ti mesma!
Embeleze-se para ti mesma!

Pois o valor que tu se dá a ti mesma
é demasiado efêmero,
e sofre de tanta dolência, carência,
de alma quase é indigente,
de tanto que precisas de migalhas de olhos pobres
que não valorizam mais nada além do físico.

Então eu te digo:
És linda como és verdadeiramente!
Pois ao embelezar,
tu a ti mesma,
atropelando opiniões alheias,
já chamou sua própria alma pra dançar.
E não há nada mais louvável que isso!
Um sorriso, ela te dará.
E essa é a mais preciosa recompensa que existe.
Não pérolas, não ouro, nem joias.
Simplesmente isso.

Nunca se esqueça de quão linda és por dentro.
E se pensardes assim,
será mais bela ainda,
ao ponto de que beleza interna se transborde,
e derrame o mel em todo seu corpo.

Recorde-se sempre:

Os olhos enganam a beleza que os ouvidos podem sentir.


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