domingo, 20 de dezembro de 2020

La Bayamesa invertida.


E quando eu olhei no escudo da bandeira,
avistei de pronto uma linda palmeira.
Pensei: quem me dera o verde lá do alto fosse o verde dos meus olhos;
e o ouro de outrora reluzisse em minha pele.
Que a liberdade dessa Pátria 
(partida ao meio) fosse (em) vida, 
pois morrer por algo de outrém 
é morrer em vão.
Venceremos e seremos todas as manhãs,
não às revoltas amarguradas transvestidas de revoluções-rotações e rupturas prematuras por minuto.
E se corressemos contra à historia pra pegar armas valentes a matar quem nós fomos-somos-seremos, seríamos diferentes?
Não olhariamos para o norte à procura de uma falsa opulência?
Devo tudo ao Estado lamentável de minhas palavras;
ao Estado inalterável da minha mente cansada pelo longos anos que passarão (sobre)vivendo nesse Sol forte e velho
que tanto nos queima mas odiamos dias de chuva.

E os olhos das ruas, em cada esquina sopram murmulhos como o vento 
destas noites frias.
Queriamos muito mais.
Tinhamos muitos sonhos,
muitas esperanças, 
mas o barco furou e o trem já partiu, rumo à desconfiança em 
tudo que é mais sagrado, 
símbolos pátrios, efemérides...
E aos que riram com desgosto
da puta que (não) pariu, partiu.
E os bebês que repelem a babaquice imposta, e o imposto não importa.
FODA-SE O VELHO E VIVA O NOVO,
mas quem contruiu esse chão 
que tanto nos sustenta???





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