terça-feira, 24 de outubro de 2023

soBre meDos, devaneioS e aMores...

Por quanto tempo estive eu, 
perdido em seus sonhos?
Dançando nú e louco,
como uma estrela (de)cadente,
a valsa inaudível da vida.
Por quanto tempo
me esqueci de me alimentar 
do meu próprio mel, 
trocando-o como escambo,
por seu podre fel?
Vivendo a vida que: simplesmente não via,
não dormia, não sentia e nem existia.

Senti o perfume amargo do medo, 
em seus cabelos.
Quis cristalizar os melhores momentos,
como uma taxidermia do tempo-espaço.

Deixei de sonhar e também
me vi perdido em meus proprios sonhos!
[Cuida(do) que é (s)eu!]
Na promessa de que um dia seria,
pura palhaçada (a divina comédia)

Afego seu pescoço,
e o beijo suave(mente).
Somos perfeitos opostos:
seres atávicos!
Somos o nascimento da tragédia:
na qual nunca tem fim.

Devemos ser os heróis 
de nós mesmos(?):
tolos, loucos, 
deliquentes e inconsequentes(?).

Devemos quebrar os nossos espelhos(?),
atear fogo em todos nossos pertences(?),
ou até mesmo em nossos ínfimos corpos(?).
(Mera visão distorcida da rebeldia!)
Para assim e então 
enfrentar-mos o ar-dor do amor(?),
mesmo no medo, no frio do escuridão(?).
Sempre na velha 
etérea utopia 
da loucura
da felicidade eterna 
(ou etérea, nesse momento, tanto faz).

Ahhh, 
"je t'aime",
minha rosa do deserto!
Só você tem a chave
para abrir os portais
do (sub)mundo dos meus 
desejos mais mundanos!

Venha ser 
minha serpente
ou o próprio 
fruto proibido,
com(o) seu beijo: 
sabor de veneno...

E por favor mon amour:
"ne me quitte pas", 
ou ao "pé" da letra,
no bom e velho português-galego:
NÃO ME TIRE PAZ.




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