Ouça as correntes se arrastarem...
Enquanto isso... Lá fora...
No profundo oculto da minha mente retalhada,
trovões caem sem parar...
E os pulsos dessa terra são como sinos que se dobram e vibram até rachar o chão ao meio:
a hora mais esperada dos meus dias.
Há de parar...
Há de parar essa paixão,
essa chama,
esse coração de ninguém,
que agora espuma dores e odores putrefatos.
Amanhã, meia-noite ou meio dia,
vou sorrir quando ver você chegar na minha porta.
Como eu queria!
Tenho sono...
E já era hora de dormir novamente...
O sonho dos lunáticos e dos poetas...
O meu sonho verde translúcido.
E quando vi, não acreditei:
era eu, esperando por mim,
esperan(çan)do por algo mais...

