sábado, 24 de setembro de 2022

Nihil quam vacuitas ordinatum est.


Eu vi vários homens

Eu vi várias mulheres

E vi ninguém 

O nada existe?

Quais são suas reais intenções?

Quem é você?

Se manifeste!


Você é bom...

Você é mal...

Você é além do bom?

Você é além do mal?

Você é além do bem e do mal...

Você é Deus...

Você é Diabo...

na terra do Sol e da Lua!


Um Zé ninguém parido e cagado

nesse céu sem chão,

nesse chão sem estrelas.

Mas você é além...

Você é do além...


Eu sou vários homens e várias mulheres.

Humano demasiado humano.

Eu sou do além do além...

Do alem do além do além.

Amém...

e amem...


Ma lá não...

Lá eu fui uma estrela.

Eu sou uma estrela.

Eu serei uma estrela.

Do além...


As luzes do cemitério 

se acendem novamente

e a eternidade está aberta.

E sangrando...

E sangrando vinho

Oceanos de sangue.

Oceanos de vinho.

Oceanos de água 

Oceanos de sal e de açúcar

Oceanos de tudo e de nada.


E agora?

Sabendo disso,

como sairei desse planeta-prisão?

Como criarei um Deus

ou pelo menos o seu olho?


Bem vindo ao meu deserto

mais sombrio.

O mais sombrio de todos.

O estado de não-retorno,

que não pertence à nada

nem ninguém.


Eu choro de tanto rir.

Eu rio de tanto chorar.

O filho prodígio de uma cova,

à minha casa retornarei.

Do útero ao túmulo, 

num segundo cósmico 

muito feliz ou muito triste,

e tudo será diferente!

De novo... E de novo... E de novo...


Sempre e eternamente

contemplando

a etérea vida/morte

de mim e de tudo

que existe e não existe

ainda...


Nunca e morredouramente

contemplando 

a etérea vida/morte eterna

de mim e de tudo

que existe e não existe

ainda...



Tudo ao Deus do Nada!

Nada ao Deus do Tudo!

[Sou o que sou....]

[És o que és...]


[Sou(l).]

[É(s).]


Não olhes pra trás.

Não olhes pra frente.

Não olhes pra cima.

Não olhes pra baixo.

Pois você cairá no vortex do tempo.

Tenho certeza que cairás...

E o abismo olhará pra você.

como olhou pra mim,

e eu fiquei louco.


E o tudo/nada é agora 

a mais bela/feia

perfeita imperfeição.

(Silêncio...)






terça-feira, 6 de setembro de 2022

Sócrates do Caixão.

 

Você é exatamente igual

a qualquer ser humano:

teme o que desconhece,

e enfrenta o que conhece.

Por que enfrenta o que desconhece

e teme o que conhece?

Qual é o limite da sua razão?

Qual é o limite da sua emoção?

E da sua insanidade?


Você se conhece?

Você sabe tudo que você 

pensou, sonhou e falou?


Você conhece o seu corpo?

Você conhece a sua mente?

Você conhece o seu espírito?

E o Éter? E a Essência?


Você sabe do que seu corpo é capaz?

Você sabe do que sua alma é capaz?

Qual é o seu limite?


(...)E se eu conseguisse ouvir 

tudo que meu inconsciente 

diz para o meu consciente,

certamente eu estaria 

insano, acorrentado e dançando:

no inferno;

no sofrimento eterno;

no terror;

no horror;

na vida;

na morte...

Devorando o Universo!

E a minha loucura seria tão absurda 

que eu me deleitaria com isso!


Quem sou eu???

EU SOU VOCÊ!!!