quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Agora tudo me parece um tanto AZUL e PROFUNDO...

Cuidado!

Catatonia não é meditação.
E de emoção por emoção,
até o maníaco depressivo faz imolação,
encontrando assim, o tão sonhado vazio da existência(?). Só que não.

Mas agora,
até no frio, meu corpo ainda é quente, 
mas eu já não aguento mais me expor 
a tanta radiação.
Um ponto escuro no meio da luz absurda.
Cria uma penumbra que anuncia tempos de tormentas, catastrofes, cataclismas.
Gigantescas massas orgânicas sem vida.

Quando a chama se apagar,
tudo vai ser azul e profundo de novo.
Desde o céu, o cosmos.
Até a minha lágrima enferma.
Até que a luz nos leve...
E se apague...

E o azul profundo da escuridão
reinará no vácuo do caos.
E toda vibração se anulará.
E tudo será uma mera cópia de cópia de uma cópia...
E de novo...
E de novo...
E de novo...

Eu não consigo enxergar mais nada...
...nem sentir...
(Perfeição e plenitude).




Triste trópico de câncer.

Crânios anencefálicos,
com formas fálicas,
penetram com um olho virtual
no vórtice do meu vácuo abismal
em busca do mal real.
A retina repentinamente derrete
o que seria o futuro do pretérito
composto, composto impetuoso posto em prática e desfiado pelo fio da navalha, queimando a vida na agua, aguas-vivas que já não me pertencem mais.
Só o odor do queimado caranguejo, que era o outro eu dentro do meu que agora é oco, translucido, cinza e chora dor.

Reto ao reto, tateando algo não tatuado.
Não entendia o que seria, onde tudo que estava escrito na língua dos anjos infernais, é prova concreta da incerta certeza sempre profetizando algo que não vai acontecer, nem jamais, nem além da lembrança, a não ser pelo brilho que emana o ciberespaço no qual eu me encontro tortuosamente perdido em linhas tortas, desligam-se e se ligam em formas que eu entenderia se fosse capaz ao ideal, mas nada disso é real.

Então eu respiro tranquilo e com dom incorporo o cheiro do esgoto que vêm do som de baixo do profundo sonho do mais profuso sono que ainda não tivemos e nem teremos,
exceto no momento atual
no qual eu me lembro que nada entra
sem sair líquido e com cheiro de podre.
Sintomas prodrômicos.
Satisfeito?
É um bom sinal...
Ele olha pra mim e diz:
ABRACE SEU FIM, POIS
EU SOU O FALSO IMORTAL!




sábado, 24 de setembro de 2022

Nihil quam vacuitas ordinatum est.


Eu vi vários homens

Eu vi várias mulheres

E vi ninguém 

O nada existe?

Quais são suas reais intenções?

Quem é você?

Se manifeste!


Você é bom...

Você é mal...

Você é além do bom?

Você é além do mal?

Você é além do bem e do mal...

Você é Deus...

Você é Diabo...

na terra do Sol e da Lua!


Um Zé ninguém parido e cagado

nesse céu sem chão,

nesse chão sem estrelas.

Mas você é além...

Você é do além...


Eu sou vários homens e várias mulheres.

Humano demasiado humano.

Eu sou do além do além...

Do alem do além do além.

Amém...

e amem...


Ma lá não...

Lá eu fui uma estrela.

Eu sou uma estrela.

Eu serei uma estrela.

Do além...


As luzes do cemitério 

se acendem novamente

e a eternidade está aberta.

E sangrando...

E sangrando vinho

Oceanos de sangue.

Oceanos de vinho.

Oceanos de água 

Oceanos de sal e de açúcar

Oceanos de tudo e de nada.


E agora?

Sabendo disso,

como sairei desse planeta-prisão?

Como criarei um Deus

ou pelo menos o seu olho?


Bem vindo ao meu deserto

mais sombrio.

O mais sombrio de todos.

O estado de não-retorno,

que não pertence à nada

nem ninguém.


Eu choro de tanto rir.

Eu rio de tanto chorar.

O filho prodígio de uma cova,

à minha casa retornarei.

Do útero ao túmulo, 

num segundo cósmico 

muito feliz ou muito triste,

e tudo será diferente!

De novo... E de novo... E de novo...


Sempre e eternamente

contemplando

a etérea vida/morte

de mim e de tudo

que existe e não existe

ainda...


Nunca e morredouramente

contemplando 

a etérea vida/morte eterna

de mim e de tudo

que existe e não existe

ainda...



Tudo ao Deus do Nada!

Nada ao Deus do Tudo!

[Sou o que sou....]

[És o que és...]


[Sou(l).]

[É(s).]


Não olhes pra trás.

Não olhes pra frente.

Não olhes pra cima.

Não olhes pra baixo.

Pois você cairá no vortex do tempo.

Tenho certeza que cairás...

E o abismo olhará pra você.

como olhou pra mim,

e eu fiquei louco.


E o tudo/nada é agora 

a mais bela/feia

perfeita imperfeição.

(Silêncio...)






terça-feira, 6 de setembro de 2022

Sócrates do Caixão.

 

Você é exatamente igual

a qualquer ser humano:

teme o que desconhece,

e enfrenta o que conhece.

Por que enfrenta o que desconhece

e teme o que conhece?

Qual é o limite da sua razão?

Qual é o limite da sua emoção?

E da sua insanidade?


Você se conhece?

Você sabe tudo que você 

pensou, sonhou e falou?


Você conhece o seu corpo?

Você conhece a sua mente?

Você conhece o seu espírito?

E o Éter? E a Essência?


Você sabe do que seu corpo é capaz?

Você sabe do que sua alma é capaz?

Qual é o seu limite?


(...)E se eu conseguisse ouvir 

tudo que meu inconsciente 

diz para o meu consciente,

certamente eu estaria 

insano, acorrentado e dançando:

no inferno;

no sofrimento eterno;

no terror;

no horror;

na vida;

na morte...

Devorando o Universo!

E a minha loucura seria tão absurda 

que eu me deleitaria com isso!


Quem sou eu???

EU SOU VOCÊ!!!