quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Uma alegoria ao consumismo.

Ele se tornou carne modelada:
suas palavras, descamuflam a contradição;
sua avareza, impõe-nos recessão;
sua culpa, uma mendicancia;
sua insesatez, me causa profundo desconforto;
suas filosofias primitivas, soam a mim como uma piada de mal gosto.

E nós? Nós fomos tranformados em criaturas inúteis:
Produtos secundários da obsessão de um modo de vida consumista e decadente.
Violência? Assassinato? Fome? Miséria? Corrupção? Isso não me interessa.
O que me interessa de fato é:
quando irei adquirir o carro do ano;
ou meu apartamento com janelas grandes de vidro;
televisão com mais de 500 canais para eu me entupir de alienação e diversão fútil;
ou "qual linda praia eu visitarei no carnaval deste ano?".

É muito fácil se juntar à grande maioria.
Apenas cave a sua trincheira
e não permita que ninguém chegue perto de você.
Pois a opulência é o prêmio mais almejado por nós:
são como mendalhas de mérito.